Maio 16, 2005

Cairo, Mesquita de Ibn Tulun

 

 'No Egipto não há céu: aquela profundidade lisa, imóvel, sempre eternamente azul, é um deserto, é uma solidão. O céu do Egipto é um ídolo: as inquietações, os desejos, os tédios, tudo ele vê passar, impassível, implacável e azul. Não dá nada, nada diz ao poeta, ao cultivador, ao viajante, ao mendigo. É como um céu de pedra. Parece feito de lápis-lazúli. Irrita pela fixidez e pela perfeição vazia. É o mais terrível dos desertos: é um deserto de abstracção, um deserto sobrenatural.'

 

 

Eça de Queirós - O Egipto e Mais Notas de Viagem

 

Escrito por Fradique em 14:39:11 | Link permanente | Comments (1) |
Comentário
1 - Ando com as "Crónicas de Londres" dentro do carro para ler, mas as páginas amarelecidas pela idade do livro estão a desencorajar-me...





Obrigada pela referência!





Leio Eça sem+re com um lápis na mão. Não resisto e sublinho-o a todo o instante. (Comentar)

Escrito por: Cerejinha em 2005/05/19 - 16:02:35
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